Cooking with Winspear #10: Pasta com Atum, Tomate e Azeitona

Ingredientes

200g de fusilli

200g de tomate picado

25g de azeitonas pretas sem caroço picadas

150g de atum em lata (escorrido)

1 colher (de sopa) de azeite

1 dente de alho picado

2 colheres (de chá) de tomilho

sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:

Prepare o macarrão de acordo com as instruções da embalagem. Numa outra panela, esquente em fogo médio o azeite. Junte o alho, tomate, azeitonas e tomilho, misture um pouco e deixe cozinhar em fogo baixo por 5 minutos. Junte o atum e deixe cozinhar por mais dois minutos. Tempere com sal e pimenta à gosto, e junte o macarrão.

Sirva imediatamente.

Comentário:

Mais um prato daquele livro com receitas para estudantes com 4 ingredientes. Parece muito com um macarrão que a minha mãe aprendeu a fazer através de uma entrevista do Rodrigo Santoro. O sabor ficou agradável, mas não achei bom o suficiente pra entrar no meu repertório. Valeu pela experiência, no entanto.

Where did our love go?

Tenho uma vida social limitada. Mas não paro em casa tem mais de uma semana.

Bebo sim, mas tô feliz.

The sound of February

Fevereiro, essa semana longa fantasiada de mês que passou voando, mesmo eu sem carnaval do lado de cá do mundo. Nevou, eu tive visitas, e mais visitas, e mais visitas. E tive trabalho, e sonhei com as minhas férias que gastarei no Rio de Janeiro.

E que venham as águas de março do meu Rio de Janeiro.

Na expectativa,

Guilherme

A arte da autoimagem

Uma das condições de ser humano é viver constantemente criando um roteiro baseado nas nossas experiências nos quais somos protagonistas e a única audiência. Criamos histórias para nós mesmos, para lidar com a falta de uma resposta para aquela pergunta perturbadora; “por quê estamos aqui mesmo, hein?”

Somos, então, nas nossas cabeças grandes aventureiros, vítimas das maiores tragédias imagináveis, protagonistas das comédias mais engraçadas. Usamos e editamos estas histórias para servir melhor a nós mesmos, justificarmos nossos erros e gostarmos um pouco mais de quem somos.

E, temos uma tendência nata a nos auto-rotular. Eu sou assim, assado. Quando na verdade, a grande maioria dos nossos rótulos não sobrevivem a uma mudança de referencial.

Acredito, em toda a minha ignorância e imaturidade, que o processo de amadurecimento acontece quando descobrimos que não nos conhecemos completamente. E que quem somos hoje, não necessariamente representa quem nós fomos ontem, ou seremos amanhã, mesmo mantendo o mesmo RG, CPF e título eleitoral.

E eu vejo pessoas se auto-rotulando, tentando criar, ou forçar mudanças em suas identidades ou aplicar conceitos e qualidades à sua pessoa. Tentando se convencer de que são e agem de determinada forma, ou usando os rótulos para justificar suas ações e suas falhas. Quando na verdade, de verdade, são apenas pessoas normais, que se parassem para pensar um pouco, talvez descobrissem o quanto esse comportamento de se auto-rotular é desnecessário e irrelevante.

Mas, ao ver os erros alheios, estou procurando aprender a reconhecer os meus erros, e não me rotular. Sei que é impossível fazê-lo, ainda mais na nossa sociedade que demanda explicações concretas para esse grande substantivo abstrato que chamamos de personalidade, mas estou tentando ao mesmo não criar rótulos para mim mesmo. E rir, quando digo uma lista de rótulos pra quem precisa deles para ter uma referência ou idéia de quem eu sou.

E, envelhecer também significa parar de se importar tanto com o rótulo, e passar a se preocupar cada vez mais com a data de validade.

Superficialmente,

Guilherme.

PS. Provavelmente uma galera não vai pensar no que leu e vai apenas me rotular de “gente, que cara louco”, em 5, 4, 3, 2…. Mas da última vez que fui rotulado assim veio em sequência um “mas é uma graça” de uma moça interessada e interessante, então acho válido.

O valor do silêncio

Outro dia li um comentário irônico sobre produção de conteúdo, ao invés de republicação de conteúdo e idéias alheias. Não vou nem entrar no conceito filosóficoZzzzz de que é impossível criar algo completamente novo, apenas juntar referências diferentes para compor algo, mas a grande ironia é que a pessoa em questão apenas republica o que lhe é dado nesse grande mar de palavras ao vento que se chama internet. E se acha o máximo por isso.

Na verdade nesse tempo prolixo em que palavras são gastas sem qualquer sentido ou razão (eu sou super culpado disso, inclusive, antes que pensem que estou sendo hipócrita), chega The Artist, um filme em preto e branco, mudo, protagonizado por atores semi-desconhecidos e melhor que muita produção hollywoodiana cheia de estrelas por aí (malzaê George Clooney).

E levou o Oscar, veja só. E muita gente que se guia por essa referência vai correr atrás do filme apenas por isso e dizer que é ótimo. E se esquecer, ou não perceber, que a história do filme é um tanto quanto irônica. Porque isso não é dito assim de mão beijada. Não é falado, não é escrito, nem legendado.

Não sou eu quem vou dizer a grande ironia, é algo que quem assistir deve perceber ou não por si só. E passar a entender talvez, que as palavras, embora bonitas, poderosas e tantas vezes importantes, nem sempre são necessárias.

Assim como a opinião alheia, e o sucesso nem sempre são indicativos do valor de algum trabalho. Opa, acabei falando demais e entregando o jogo. Talvez precise aprender mais com o filme e ficar mais quieto daqui pra frente.

Silenciosamente, só que ao contrário,

Guilherme.

PS. Caso vocês não tenham percebido, isso foi uma crítica. A vocês. E a mim mesmo que não calo a boca, nem os dedos, e tenho ouvidos muito dados.

De mágoas alheias

E enquanto ele caminhava, saboreava nos seus passos doloridos aquele gosto estranho que se tem de quando não sabemos como nos sentir quando a morte de alguém a quem se odeia nos é anunciada. Entre um misto de alívio, vergonha e raiva de si mesmo por deixar que a sina de alguém que não merece nada além de esquecimento nos afeta de tal forma.

E fica toda essa monstruosidade intoxicando o ar, ao menos até o momento em que se é esquecida.

E a morte de alguns neurônios que guardam essas memórias agridoces de nossos inimigos, não são choradas, mas celebradas. Porque de vez em quando é mais do que confortável esquecer de quem fomos ou somos.

Mestre na arte e ofício de ser difícil,

Guilherme.

Cooking with Winspear #9: Tabule de Cuscuz

Também conhecido como: Tabouleh de Couscous ou Gororoba gostosa, esse prato rápido, simples e refrescante ficou com uma aparência péssima, mas um gosto ótimo.

Ingredientes:

1 xícara de couscous marroquino;

8 – 10 tomates cereja cortados em 4;

1/2 pepino picado;

1 cebola pequena picada;

hortelã picada;

salsinha picada;

1/2 xicara de azeite;

1 colher de vinagre;

sal e pimenta branca a gosto.

 Modo de Preparo:

Coloque o couscous num recipiente e junte 3 xícaras de água fervente. Tampe e deixe absorver a água por 5 minutos. Escorra e reserve. Em uma vasilha, junte todos os ingredientes misturando bem, em seguida acrescente o couscous. Leve para gelar antes de servir.