Oh Dear, Oh Dear

Existe algo muito estranho na vergonha. Porque não é algo legal de se sentir, mas que eventualmente todos nós sentimos. Esse descontentamento com nós mesmos, nossas características e atitudes que nos deixam sem jeito, e com vontade de nos esconder.

A vergonha é algo presente diariamente nesse nosso universo de julgamentos e preconceitos que criamos sobre nós mesmos e o mundo, e é difícil não se arrepender de nada que fizemos na nossa vida. Ou nunca nos perguntarmos com que cara podemos encarar determinada situação.

A vontade de andar com um saco de papel na cabeça de vez em quando é gigante. Especialmente depois de uma pisada na bola feia. Mas, para isso existem os óculos escuros. Desses que vestimos e fingimos não poder ser vistos. Que nos permite não olhar nos olhos dos outros. Uma tela de proteção para janelas que mostrariam todo o remorso que nossos olhos guardam.

Pior que a encomenda,

Guilherme.

Cooking with Winspear #5 O macarrão rápido da Nigella Lawson

Mais uma vez eu trago a Nigella pra cozinha, mas é porque os pratos dela são práticos, rápidos e funcionam no dia a dia. Esse macarrão com creme de leite, ervilhas e presunto, por exemplo, leva apenas quatro ingredientes, suja apenas uma panela, e é fácil e rápido pra ser feito e comido durante a semana.

Ingredientes: 

  • 200g de farfalle, ou macarrão da sua escolha
  • 100g de ervilha congelada
  • 150ml creme de leite
  • 150g presunto cortado em cubos (eu usei peito de peru)
  • 2 colheres (de sopa) de queijo parmesão ralado
Modo de Preparo:

  1. Cozinhe o macarrão de acordo com as instruções da embalagem, em uma panela com água fervendo e sal. Quando se passarem 5 minutos do tempo de cozimento junte as ervilhas. Após cozido, escorra o macarrão e as ervilhas.
  2. Volte com a panela no fogo e junte o creme de leite, presunto e o queijo parmesão. Adicione o marcarrão e as ervilhas e misture bem.

E, fim. É possível variar e trocar o presunto por frango, as ervilhas por milho, colocar brócolis cozido e picado junto com o molho, entre tantas outras opções…

Abbie Cornish

Olha, eu sou um cara desatento, mas é meio chato quando eu percebo que querem chamar a minha atenção e ao mesmo tempo não querem mostrar que estão querendo que eu preste a atenção no que dizem.

Já sei que Meg Ryan pode surtar ao ler essas linhas, assim como toda e qualquer leitora que acha que tudo que eu escrevo aqui tem um fundo direcionado a ela pode achar.

Mas então, deixa eu ensinar uma lição valiosa: não se chama a atenção de alguém fingindo gostar de coisas que não se gosta, nem ser quem não se é. É meio chato isso… Eu que sou desatento, vou lá e chamo pra conversar quando estou interessado, fico interessado em saber mais sobre outros universos, ao invés de alguém emulando o meu. Porque acho que é essa troca que funciona. Essas diferenças, esses valores agregados, experiências em comum.

É meio chato quando alguém acha que precisa conversar apenas de assuntos em comum com você. Ou sei lá quando as pessoas acham que te conhecem e te definem por conceitos rasos a seu respeito.

E ao invés de achar alguém legal por me rotular de coisas legais, eu acabo é perdendo o interesse mais rápido ainda.

Mas cara, nem me dêem ouvidos, porque de vez em quando eu sou mega desatento e foco na Abbie Cornish ao invés de focar na história.

Incompreendidamente,

Guilherme.

PS. Leave Meg Ryan alone.

Em cada canto eu vejo um lado bom…

E Mallu Magalhães cresceu bastante desde a última vez que a dei ouvidos. E olha, tô gostando de ouvir que o Camelo anda influenciando ela num caminho legal…

“Pode falar não me importa, o que eu tenho de torta eu tenho de feliz eu vou cambaleando de perna bamba e solta”

Tá velha não Mallu. Tá crescendo só, e tô gostando de ver…

Amor em tempos de Overground

Estava pegando me overground diário, voltando da Avenida Brasil londrina (meio sem sal, por sinal, sem o motel de castelinho que tanto me deixava curioso na Av. Brasil carioca dos anos 80), quando vejo uma menina entrando no trem, tirando os fones do ouvido e indo direto falar com um carinha parado no canto, que também tira o fone de ouvido.

Demorei alguns segundos pensando “nossa, será que o cara é foda assim?” Pra entender que ainda existem pessoas que marcam de pegar os trens que saem de Willesden Junction às 18.05 no primeiro vagão, e encontrar a menina dos seus olhos entrando no mesmo vagão às 18.17.

Achei bem legal isso e lembrei de quando eu tinha 14 anos e pegava dois ônibus ao invés de um só por causa de uma Roberta. Que me trocou por um Alex no final.

Acho que não dou muito certo pra amores de transporte público.

Precisando de um carro,

Guilherme.

De onde caem os paraquedas

E os vencedores do prêmio de melhores termos de pesquisa dessa semana são:

Categoria Amores Platônicos:

“Sociólogas Ruivas” (muito amor)

“Aeromoças Ruivas” (mais amor ainda)

Categoria Punheteiros:

“Os melhores filmes de lésbica”

“Kirsten Dunst Nua” 

“Jennifer Anniston Nipples”

Categoria Q?:

“raparigas mesmo ruivas com oculos de ver” (não entendi, mas gente tenta no Tumblr)

“ser avó emprestada”  

“filme em que a moça experimentar varios vestido tira fotos e por fim se casa com a trilha sonota do abba”

(O mais legal é que eu sei de que filme estão falando, mas não sei o nome. Já vi esse filme numa madrugada qualquer na década de 90 na bandeirantes, era bem tosco e monótono, mas não tinha internet naquela época.

Sério, procura um filme melhor. Recomendo Sucker Punch, ou aquele em que a Marisa Tomei vai atrás de um cara que a brincadeira de espíritos disse que seria o amor da vida dela, conhece o Robert Downey Jr. que diz ser esse cara, mas na verdade era balela, se apaixona por ele e tal, apenas pra descobrir que não só o irmão dela que tinha colocado o nome da roda na brincadeira, como o Robert Downey Jr. estava mentindo em ser o cara em questão, não sei o nome, vou jogar ali no google, espera).

Categoria Só Amor:

“John Lewis Vida”

“acordei com vontade de fazer coisas diferentes” (acordei com vontade de voltar pra cama)

“carnavais saudosos” (olha difícil bater o carnaval de 1998, e já são 14 anos)

Categoria Anteriormente em Dawson’s Creek

“pensar que não poderia ver esses olhos” (pensar que eu sofro de miopia, como sofro)

“ano 2012 seguir em frente” (porque vai que acaba o mundo mesmo, não é mesmo?)

“coragem as vezes é desapego” (poderia ser uma letra de legião urbana isso. quem acredita sempre alcança)

 

Cultural Stereotypes

- E aí, na época da escola você foi líder de torcida? 

- Imagina, eu era hippie e andava com os meninos interessados em arte. E você? 

- Ah, eu era aquele cara que ninguém conseguia entender direito. 

Acho que continuo sendo,

Guilherme.

Cooking with Winspear #4 – A Batata Sautée do Gordon Ramsey

Já fiz uma receita de mousse de chocolate da Nigella Lawson que deu certo, agora é a vez de uma do Gordon Ramsey. Batata sautée é um acompanhamento legal que não é difícil de se fazer. Longe de ser saudável fica bastante saboroso e é quase tão simples quanto fritar batata (na verdade é tão simples quanto fritar batata, apenas a forma de fazer é diferente).

Ingredientes

Batatas charlotte (ou batatinhas novas cortadas pela metade, ou batatas grandes cortadas em cubos grandes – não vamos ser frescos né)

Sal e pimenta do reino moída na hora

1 dente de alho, esmagado (eu usei 3)

Azeite

Alecrim ou Tomilho (eu não tinha)

1 colher (de sopa) de manteiga, ou mais quantidade, de acordo com a quantidade de batata.

 Modo de Preparo

Coloque as batatas em água fervente com sal por 4-5 minutos (elas não devem estar completamente cozidas, mas uma faca deve passar pelas batatas sem muita dificuldade). Escorra as batatas e deixe-as secar e soltar um pouco do vapor. Enquanto isso, coloque um pouco de azeite numa frigideira anti-aderente. Quando o azeite estiver quente, coloque as batatas com a metade cortada virada para baixo. Tempere com sal, pimenta e o alho. Vire as batatas. Coloque uma colher de manteiga e tempere com as ervas. Mexa a panela até que elas fiquem bem douradas. Sirva imediatamente.

PS1. Se liguem, esperem alguns minutos antes de adicionar o alho, eu adicionei-os cedo demais e eles ficaram torrados demais, mas mesmo assim ficou ótimo.

PS2. Já fiz uma mousse da Nigella Lawson, as batatas do Gordon Ramsey, está faltando alguma coisa do Jamie Oliver não é mesmo? Quem sabe na semana que vem? Vou ver se acho algo legal e faço pra fazer jus à tag “Jamie Oliver do terceiro mundo” que eu uso (ironicamente, claro) nos meus posts.

Smile like you mean it

De vez em quando é difícil encontrar razões para sorrir. Parece que a vida anda mais amarga que o café do trabalho da namorada de um amigo meu, o sol não aparece na hora de levantar, o sono não vai embora e o estresse não larga do seu pé, do seu pescoço, do seu bolso.

Entre as contas a pagar, os problemas no trabalho, o sentar no bar e ouvir histórias tristes de amigos, parece que a vida anda sendo dirigida por Lars Von Trier e que se você parar e prestar atenção provavelmente vai ouvir uma música triste da Bjork tocando ali no fundo. Ou Radiohead. Ou Damien Rice. Vocês entenderam. Ou não.

Até que um dia qualquer, você percebe que trocaram de canal. Que você está num filme da Meg Ryan, e que o Tom Hanks da parada pode ser você. E que a ida ao trabalho, depois da tristeza eterna de abandonar o sono insaciável na cama, pode sim ser acompanhada de “I’m Walking on Sunshine WHOAAAAA, and I feel good” e você abre um sorriso assim verdadeiro, sem dificuldade. Um abracinho é capaz de fazer o sol aparecer.

E nesse momento você se questiona: “puxa, por que a vida não pode ser assim todos os dias”? Não sei a resposta. Faltei à essa aula acho. Ou estava prestando atenção na menina mais bonita da classe enquanto a professora estava falando, pra em seguida ela me perguntar o que eu achava disso tudo e eu passar a maior vergonha da minha vida na terceira série do primário, e a menina em questão rir da minha cara achando que eu tinha problemas. Foi tenso, tenho traumas.

Mas, aprendi a aproveitar esses momentos filme da Meg Ryan enquanto eles duram, porque são exatamente esses momentos que fazem valer a pena passar por todos os momentos em que Lars Von Trier dirige a minha vida. Quando nem sempre aparece a Kirsten Dunst pelada no segundo ato pra deixar as coisas não tão desagradáveis, mas todas as vezes o planeta melancolia sempre acaba destroçando tudo. Mas, eventualmente aparece uma Meg Ryan no seu caminho, e tudo muda. Só tenha cuidado pra não ser Cidade dos Anjos e você ser um Nicholas Cage. Aí não dá, meu amigo, ainda mais com Uninvited da Alanis Morrisette como trilha sonora.

Les jour hereux,

Guilherme

PS. ♫ Please Please Please let me be Tom Hanks, not Nicholas Cage. Lord knows it would be the first time ♪.

Come home

Hoje está sendo um daqueles dias em que a vontade é largar tudo e ir embora. Em admitir a derrota e voltar pra casa para dormir até  não acordar mais.

Esse momento é aquele em que vejo como não está fácil encarar como eu falhei até hoje, e como eu continuo falhando nesse caminho BABACA que eu estou trilhando, sobreviver da forma que eu estou sobrevivendo, e o quanto eu estou longe de qualquer chance de melhora, de ser um cara melhor, de crescer.

Essas horas, esses dias, esses meses e anos perdidos não fazem sentido algum, assim como a ilusão de que se as coisas fossem diferentes, eu estaria melhor.

As coisas são sempre iguais Guilherme. E não adianta querer voltar para casa, se você já está nela. Não existe outra alternativa, e criar ilusões só torna tudo mais difícil.

Então faça o que tem que ser feito, até o dia em que não der pra fazer mais, e dias como esse não são mais tão frequentes hoje em dia… Espero que chegue um momento em que essa frequência seja menor ainda, mas aí sou apenas eu me iludindo novamente.

Why so fucked up?

Guilherme.